A Barda

CONTÉM SPOILERS DA QUINTA TEMPORADA!

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Terra Blog

26.04.09

Uma semana xenite

 

  Nada de Saga Da Barda hoje.

   Quem diria: no mesmo fim de semana, Renée O'Connor vem ao Brasil e a Recort, digo, Record, decide a exibir a 5ª temporada de Xena Warrior Princess (apesar de ser numa ordem pra lá de maluca: Chakram, Succession, Fallen Angel e Animal Attraction. 2, 3, 1, 4.) Eu me pergunto: a Record sabia da presença de nossa amada ROC em terras brasileiras ou foi só coincidência?

  Isso, semana passada.

 

  Fiquei feliz pelos que puderam estar com nossa eterna Gabrielle. E o que foi aquilo da Bidí, fala sério, que sorte, que mara, que tudo! Ir com a cara e a coragem, e sair com um autógrafo!!!

   A Renée parece ser realmente adorável, segundo tudo o que eu li dos que pagaram os 495 dólares do ingresso... E, com certeza, as chances de uma Xenacon no Brasil aumentaram astronomicamente! :D

  Deixando de falar das coisas que aconteceram para outrso xenites, e concentrando nas coisas que eu andei fazendo...

  Fiz um vídeo de homenagem para a ROC. Um dia, quando eu tiver uma internet melhor, eu prometo colocá-lo no Youtube...  Por enquanto eu só posso adiantar que eu adorei, e que a música usada é "A Jewel In Texas", na versão da Theodora 'DocCovington' Roglev. =D

  Terça-feira eu revirei a minha casa inteira atrás do jogo de Xena pra PS1. Só achei na quarta. Desde não lembro quando, eu estava presa em uma única fase, de uma aldeia congelada... Eu matava todos os inimigos à vista, e nada de conseguir passar a fase... Não posso acreditar que era algo tão besta, tão ridiculamente besta!

  Mas, hoje cedo, antes de a Record começar a passar o Escovi..., digo, o Hércules, eu já tinha "zerado" o jogo!! ALELUIA!! Primeiro jogo de video-game na minha vida que eu zero sozinha! *orgulho*

  E, a última novidade é a minha ideia para um encontro xenite do sul/sudoeste mineiro. Na verdade, pouquíssimas pessoas responderam à minha ideia (a Tai e a Thais, pela UX, e a Andrea TQCN Dahak Aphrodite, minha amiga desde 2003). Se tiver mais algum xenite dessa região, por favor, entre em contato!!!

 

  Eu fico por aqui...

 

 Boa semana para todos!

 

 Battle on, xenites!

  Cris 'Barda' Penoni

 

 

P.S.: Agora a ROC sabe da minha existência oficialmente \o/

 

 

(essa aí é a parte de trás da camisa que o pessoal da RX deu de presente para a ROC!!)

  • criado por  Cris Barda Xenite criado por Cris Barda Xenite
  • Postado em 22:30:59

21.04.09

A Saga Da Barda Parte... Sei lá! Já esqueci!

Eu sei que isso aqui ficou mais abandonado que o Ares desde que a Mavican foi pro Tartarus! Mas, finalmente eu posso atualizar a Saga Da Barda, então, vamos lá...

 

 


13/02/09- sexta-feira – Lifeblood: Que bela iniciativa, Gab! Dar a Eve o direito de casta! :D
Achei o episódio um tantinho viajado. Quer dizer, que história maluca é aquela de o passado das amazonas estar ligado a uma amazona do futuro? E, agora, ao todo, são 3 Cyane: a Cyane do Atma, a Cyane de Adventures in the sin trade I e II e aquela que queria ser a nova líder da tribo da Yakut.
Entendi a mensagem do episódio: tradições que levam ao ódio não devem ser mantidas. Só que podia ser um episódio melhor.

=> Amazonas é mais fácil de falar que Chertomlik!

13/02/09- sexta-feira – Kindred spirits: Alguém apague o fogo das jovens amazonas, principalmente o da Rhea! Pelo bem de Joxer!
Por Ártemis, que amazonas safadinhas, hein? A cena delas discutindo aquele assunto com Xena e Gabrielle rendeu, pelo menos, um subtexto:

Eris: I’m a virgin and I think I’ll stay this way forever.
Xena: Well, forever is a long time.
[Gabrielle se engasga]
??: What’s it like? Being with a man?
Xena: The good news is that it’s different everytime. The bad news is that it’s different everytime. You’re always hoping for Greek fire, but sometimes you only get [?? Uma chaminha. (Não entendi a última palavra)].
Gabrielle: Xena studied this subject more than I have, but I think she’s trying to say that some people are better lovers than others. [Elas se encaram, cada uma com um sorriso de “segredinho”]
(copiado diretamente do episódio!)

[Está em inglês porque facilita a visualização do subtexto]

Percebam que Gabrielle parece brava com os comentários que Xena faz, além da troca de olhares significativos entre as duas.
Kindred spirits é um episódio fofo e cômico. Fofo por conta de Eve e também de Xena lendo os pergaminhos de Gabrielle; cômico por conta de Joxer, Rhea, Eris, e os tantos rituais amazônicos que Gabrielle, como rainha, é obrigada a realizar.
A cena do julgamento de Joxer traz um leve subtexto. Quando Cyane acorda Gabrielle, que está dormindo no trono da rainha, Gab diz:

-Não, hoje não...
Entendam como quiserem.

Ah, coitada da Eris. A Xena fez a pobre-coitada de escrava e a amazona não conseguiu o posto de sidekick!

=> Por que quase sempre tem uma amazona que não simpatiza com a Gab? Quero dizer, primeiro foi a Ephiny, que não gostou muito da Gabrielle no início (mas elas se tornaram grandes amigas depois), depois teve a Velasca (que infernizou a vida da nossa loirinha) e agora a Cyane (que queria ser uma rainha). Acho que sei o porque de tanta inveja. Gabrielle é linda, poderosa, independente, e o melhor: é a “melhor amiga” de Xena!

13/02/09- sexta-feira – Anthony and Cleopatra: Episódio bem constrangedor para um subber, mas não significa que não tenha subtextos! Eles estão principalmente em Gabrielle: os olhares, os gestos, a voz, as interrupções... Tudo para evitar que Xena perca o foco e se encante com o Toninho Badboy!
Não tenho muito para comentar. (Só que, assim como em Eternal Bonds e Amphipolis Under Siege, eu precisei me segurar muito para não vomitar de nojo!)

Logo, mais atualizações!!

 

Battle on, Xenites!

         Cris Barda Penoni

 

P.S.: A ROC é demais, por tudo o que li do "ROC  In Rio". Meu Deus, porque eu sou pobre e não tinha (e ainda não tenho) 495 dólares?

Agora é torcer pela Xenacon no Brasil, e que os preços sejam bem mais acessíveis!

  • criado por  Cris Barda Xenite criado por Cris Barda Xenite
  • Postado em 21:05:07

22.03.09

Fim??? NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Pois bem, (na verdade, pois mal), na mesma semana que assisti Friend in Need (é, assisti o FIN na terça, 17/03), recebo uma das notícias mais bombásticas que eu poderia:

O FIM DA MINHA BANDA PREFERIDA: T.a.t.U.

COMO ASSIM????????????????????????????????????????????

Ainda estou perplexa e sem palavras....

  • criado por  Cris Barda Xenite criado por Cris Barda Xenite
  • Postado em 22:01:48

08.03.09

No dia 8 de março, dispense a rosa

 

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: "parabéns".

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde "obrigada", pensando: "mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?".

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a "feminilidade", a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade -- da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo "deflorar" (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a -- afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são "putas", inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o "sexo frágil" e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes "passionais" -- o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como "românticos" exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que "amam demais", não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a "sedução" para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de "respeito" e as mulheres têm "mentes perigosas". A mensagem subliminar é: "cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado". E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na Chi na), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua "mente perigosa" causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo "pós-feminista" afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?


Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso -- onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor...). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser "femi nina". Porque, sim, feminilidade é isso: é "se cuidar". Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: "let yourself go"). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. "Você se ama? Então corrija-se". Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são "convidativas", propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir.

Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio, isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo "ê lá em casa" para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o "combo" da N ET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando "chupá-la todinha".

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.
...Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu cu.
Marjorie Rodrigues
http://pixelporpixel.wordpress.com

 

 (Essa é uma campanha feminista. Se quiser fazer parte, divulgue o texto em seu blog, em seu site, em seu orkut!)

  • criado por  Cris Barda Xenite criado por Cris Barda Xenite
  • Postado em 16:02:02

07.03.09

Homenagem

  Escrevi esse texto domingo passado. Só quando estava terminando de escrevê-lo que eu me lembrei de um detalhe: fazia 3 anos que eu tinha assistido um episódio inteiro de XWP na Record. Então, aqui está uma (tentativa de) homenagem para as duas heroínas da minha vida!

Para a Princesa Guerreira de Amphipolis e a Barda Guerreira de Potédia.

Como é que eu posso explicar? Duas mulheres que inspiram a minha vida? Duas heroínas que eu admiro? Duas amigas que eu nunca conheci? Parece tão vago. Certamente, são bem mais que isso.
Existem heróis aos montes; basta estar atento e encontraremos algum, em algum lugar. Seja nos livros, em quadrinhos, no cinema, na televisão.
Era para Xena e Gabrielle serem apenas duas heroínas a mais na minha extensa lista de heróis. Mas elas são mais.
Xena... Gabrielle... Eu era uma criança quando as conheci. Devia ter meus 6 anos quando me deparei com a Princesa Guerreira. Suas muitas habilidades me encantaram; virei uma criança marcada por aquele breve encontro em 1998, pela programação do SBT.
Quase 8 anos depois, tive a sorte de reencontrar a heroína da minha infância. Era 1º de março de 2006. Agora, era a Rede Record que colocava a guerreira de Amphipolis diante de meus olhos. Passava o episódio “Girls just wanna have fun”. As lembranças do encontro na minha infância lampejaram diante dos meus olhos.
-Encontrei! Encontrei!
Havia encontrado o que eu procurava; minhas amigas de infância estavam ali; o Destino tinha colocado Xena - Warrior Princess de volta na minha vida.
Eu ia assistindo; as emoções dos personagens me dominavam e eu era transportada para dentro da tela. A força dos guerreiros, a paixão que eu sentia pelos episódios, o perigo que eu corria de descobrirem que eu gostava de um seriado tão “brega”... Tudo isso dominava meu espírito desprotegido e eu era sugada para as aventuras da época dos deuses antigos.
Xena e Gabrielle foram as minhas amigas naquele difícil ano de 2006. Eu me sentia sem amigos e aquelas desconhecidas (não, não eram desconhecidas) chegaram em minha vida. Xena apeou Argo e estendeu sua mão para mim e disse:
-Confie em si mesma; faça seu destino; prove aos outros e a si mesma o seu valor.
Gabrielle, ao seu lado, me estendeu um pergaminho, me deu um abraço e disse:
-Siga os seus sonhos.
Naquele dia eu fui salva de mim mesma, com ajuda de Xena e Gabrielle.
A partir disso, minha vida deu um salto, acompanhado de um grito de guerra. Mau objetivo era seguir os passos daquelas duas guerreiras que me ensinaram muitas coisas a cada dia que passava.
Assisti um pedaço da 2ª temporada e quase a 3ª temporada inteira. Até que chegou Sacrifice II. Esperança, Ares, Callisto, Xena, Joxer... e Gabrielle. O Sacrifício de Gabrielle arrancou lágrimas de meus olhos; o sentimentalismo que eu lutava para esconder aflorou.
-Não, Gabrielle, não...
A dor que Xena sentia era a minha. Não podia acreditar na morte da barda...
No dia seguinte, a Record exibia “Sins of the past”. Então, era verdade? Gabrielle havia morrido e Xena terminava daquele jeito?
A Internet me mostrou que não. Havia uma 4ª e uma 5ª temporada... As aventuras continuavam! Gabrielle continuava viva!
Acompanhei todos os episódios que a Record quis passar. A 1ª temporada, a 2ª, a 3ª, e então... a 4ª finalmente passou. Não gostei muito, mas saber que a aventura continuava era bom.
Assisti as inúmeras repetições das 4 temporadas; a Record nunca se dignava de passar “Is There a Doctor In the House?” e “The Bitter Suíte”, nem passar de “Deja Vu All Over Again”. Eu aprendia várias coisas, mesmo nas repetições. Xena e Gabrielle faziam parte da minha vida de segunda a sábado, na televisão; nos domingos, eu ia para a casa da minha madrinha para usar a Internet (e ler o que pudesse sobre Xena).
Passei minhas revoltas cada vez que Xena era recortada da programação. Refiz uma amizade por intermédio do meu seriado favorito. Na Internet, descobri outros fãs da Princesa Guerreira e da Barda Guerreira. Aos poucos, perdi a vergonha de dizer aos outros que eu amava Xena.
Deixei de ser shipper (como eu pude ser shipper?), vivi uma fase bitexter e percebi que era realmente subber. Venci preconceitos pelo meu amor pelo seriado.
Fui participando, o máximo que podia, dos fóruns xenites, e um dia, na Universidade Xenite, me ofereci para ser colunista de mitologia da Revista Xenite. Em maio de 2008 saía a primeira edição da RX. Meu artigo sobre Hércules estava lá; o primeiro da minha carreira xenajornalística.
A essa altura eu já sabia que Xena possuía 6 temporadas, e já tinha noção do final (que ainda me espera para ser assistido).
Descobri, com os outros xenites, que eu não estou só em minha devoção por XWP. Sou consciente como subber, ROCker, como ficwriter, como barda xenite. Vivo o lado xenite da vida, e o lado “normal” também. Acho que cheguei num equilíbrio.
Dia 03 de fevereiro de 2008, terça-feira, eu recebi um dos melhores presentes da minha vida: os dvds com a 5ª e a 6ª temporadas de Xena, que a Mary mandou pra mim. Até agora, já assisti Fallen Angel, Chakram, Succession, Animal Attraction, Them Bones Them Bones, Purity, Back In The Bottle, Little Problems, Seeds Of Faith, Lyre Lyre Hearts On Fire, Punch Lines, God Fearing Child, Eternal Bonds, Amphipolis Under Siege, Married With Fishsticks, Lifeblood, Kindred Spirits, Anthony And Cleopatra, Looking Death In The Eye, Livia, Eve, Motherhood, Coming Home, Haunting Of Amphipolis, Heart Of Darkness, Who’s Gurkan e hoje eu assisti Legacy. Até agora, foram 27 lições diferentes (pelo menos). E eu ainda tenho mais 17 episódios da 6ª temporada para assistir (sem contar “Is There a Doctor In The House?” e “The Bitter Suite").
Cada dia que passa é mais um dia na companhia de Xena e Gabrielle. Elas mudaram a minha vida, me salvaram e me ensinaram. Hoje eu completo 3 anos de vida xenite. 3 anos! Dizem que, com 3 anos de duração, a paixão acaba, e se algo continuar a existir, será o amor. Eu sei que eu amo Xena e Gabrielle, e sinto que será sempre assim.
Não me vejo tendo filhos, mas se os tiver, tenho certeza que as histórias de ninar que eles ouvirão começarão com “Era uma vez uma Princesa Guerreira e uma Barda Guerreira”, e terminarão com “E mais uma vez, o amor que Xena sentia por Gabrielle e o amor que Gabrielle sentia por Xena foi mais forte que qualquer vilão”. Claro que algumas vezes, o final não será feliz; mas a história seguinte trará uma continuação, até que um final feliz realmente apareça.
Xena e Gabrielle podem ser fictícias, mas em mim, elas existem. Suas histórias passarão pelo tempo, e sempre haverá um ouvido atento para a Princesa Guerreira de Amphipolis e a Barda Guerreira de Potédia.
Porque eu passarei para a frente as lições e emoções que vivi como xenite. E enquanto houver um xenite na terra, o mundo ainda terá conserto.

Cris Barda Xenite,
Lavras, 1º de março de 2009.

  • criado por  Cris Barda Xenite criado por Cris Barda Xenite
  • Postado em 09:41:07